Sindicato do ABC defende mulheres negras trabalhadoras
Data internacional marca denúncia contra racismo e misoginia nas fábricas
Publicado em 24 de julho de 2026, 17:24 — Em Grande ABC

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC utilizou o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, para denunciar os efeitos do racismo estrutural e da misoginia sobre as trabalhadoras negras da região, reafirmando que a força da classe trabalhadora tem cor e gênero.
A data foi criada em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. Desde então, o 25 de julho tornou-se referência internacional para mobilizações em defesa dos direitos das mulheres negras em diferentes países, incluindo o Brasil.
O sindicato destacou que o cruzamento entre o racismo e a misoginia — fenômeno conhecido como interseccionalidade — produz condições de trabalho desiguais e formas específicas de violência que atingem de maneira desproporcional as trabalhadoras negras no chão de fábrica. A entidade aponta que essas mulheres enfrentam barreiras que vão desde a contratação até o acesso a cargos de liderança.
Além das denúncias relacionadas ao ambiente laboral, a nota do sindicato abrange também a necessidade de maior proteção legal para esse grupo e a ampliação do espaço das mulheres negras na arte e na cultura, reconhecendo essas esferas como campos estratégicos de resistência e visibilidade.
Com a mobilização, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reforça seu compromisso com pautas de equidade racial e de gênero dentro do movimento sindical, posicionando a luta das trabalhadoras negras como central para a agenda da classe trabalhadora na região do Grande ABC.



